domingo, 21 de abril de 2013


Provocação Adulta
Plum Sykes reflete sobre as opções que mulheres de 30 e muitos têm quando resolvem mostrar a própria pele.

Na primavera de 2008, de pé no ateliê do estilista Matthew Williamson em Mayfair, senti como se fosse desmaiar ou parar de respirar – tudo por causa de um vestido. O cenário: Mr. Williamson, então estilista-chefe da Pucci, estava fazendo para mim uma peça couture que usaria no baile do Met daquele ano. Matthew havia imaginado um vestido ultrarrevelador, eu queria cobertura total. Ele argumentou que eu tinha um corpo ótimo e podia mostra-lo. Retruquei que aos 38 anos, ainda que em forma, meu rosto era velho demais para acompanhar um corpo seminu em público. Não sou uma das deusas do red carpet de Matthew, como Keira Knightley ou Sienna Miller, que podem usar seus tufos de chiffon de forma tão casual quanto um par de jeans. Observando atentamente Matthew com alfinetes na boca, uma expressão inflexível no rosto, me perguntei como poderia escapar dessa.
Não me entenda mal: nem em meus mais loucos sonhos imaginei que teria um vestido Pucci feito sob medida (na verdade não tenho sequer um sem ser sob medida, de tão caros que são!). Depois de muita discussão, sem que nenhum dos lados fizesse concessões, finalmente entramos num acordo: consegui um vestido rodopiante que ia até o chão, de jérsei estampado, com mangas gloriosas e generosas e decote alto. Ele ganhou as costas nuas. Admitiu que “é melhor mostrar mais as costas que a frente à medida que você envelhece”. As costas do vestido eram lindamente recortadas em forma oval perto da base da coluna, e Matthew adicionou uma faixa cravejada de cristais Swarovski exatamente na altura da alça do sutiã para que eu pudesse usar uma lingerie sustentadora sob o vestido (a reclamação da maioria das mulheres em relação a vestidos com costas nuas é que não podem usar sutiã). Amei usar meu Pucci na festa porque era ilusoriamente discreto – as pessoas só percebiam que era muito mais chamativo do que haviam imaginado depois que eu virava de costas.
Vestidos com decote traseiro vão dominar o outono no Hemisfério Norte. Donna Karan fez uma coleção quase toda “sem costas”. Um incrível modelo de cetim de seda, que parecia líquido se sobressaiu na Ralph Lauren. Já os dramáticos longos de Zac Posen, com barras varrendo o chão, foram recortados em todos os lugares certos. Na Dior de Galliano não houve quem não reparasse nos vestidos com um sexy decote na forma de fechadura. E os evening dresses com costas nuas de Donatella Versace são um triunfo do gosto moderno e da construção clássica – honestamente, entraria em uma sala “de ré” se estivesse usando um.
Ainda que mais apropriado para minha idade, usar vestidos com decote traseiro demanda certos cuidados. É preciso ter as costas certas – nem muito carnudas, nem ossudas demais. Como se trata de uma pele que não vemos todos os dias, uma vigilância extra é necessária para garantir que vale a pena mostra-la. “A aparência da pele nas costas depende da saúde geral do corpo”, explica a dermatologista Lisa Airan, completando que peelings suaves melhoram a aspereza. Já minha amiga e make-up artist Jemma Kidd diz que quando usa um vestido sem costas passa antes um iluminador corporal que faz sua pele brilhar maravilhosamente – ela recomenda o JK Show Stopper, de sua própria linha.
Confesso que estou feliz com essa tendência backless nas passarelas. Sei que minhas costas são desnudáveis. Elas são tonificadas, fortes, definidas. Os músculos ondulam de forma atraente, e a postura é totalmente ereta. Mas antes que meu convencimento comece a irritar as leitoras de Vogue, uma revelação: essa boa forma é resultado de muito sofrimento. E não estou falando aqui de exercícios físicos, mas sofrimento real. Desde os 31 anos tenho terríveis dores nas costas. Lembro que um rompimento traumático com um namorado vil em 2001 e o começo de uma pequena dor no lado direito da lombar coincidiram. Meu médico prescreveu anti-inflamatórios e garantiu que a dor iria embora sozinha. Ela não foi, mas continuei achando que iria – afinal, nunca havia ficado doente nem ido ao hospital em toda minha vida. Mesmo com a dor me importunando cada vez mais durante o ano seguinte, não procurei tratamento. Como boa britânica, fui criada acreditando que uma ida ao médico só era necessária em caso de morte iminente.
Comecei a escrever meu primeiro romance e, à medida que os meses passavam, a dor na lombar se estendeu por todo o lado direito das costas, chegando ao ombro e depois até o pescoço. Tinha dores de cabeça logo acima do olho direito. Um fisioterapeuta disse que o latejamento era causado porque eu ficava muito tempo sentada à escrivaninha. Achei que era nonsense – como o simples ato de sentar poderia me machucar? Ignorei o diagnóstico e continuei a passar dez ou 12 horas por dia escrevendo o livro. Quando as dores ficavam intoleráveis, dormia por duas horas. Aí me levantava e começava a escrever novamente.
Avancemos no tempo até 2006, com mais um romance e uma gestação, e minhas costas estavam em frangalhos. Ao final da turnê de lançamento, havia autografado tantos livros que, além das dores nas costas, meu ombro estava inflamado e com lesão por esforço repetitivo. Não conseguia nem segurar uma caneta e finalmente procurei um médico. Mas como estava grávida não pude ser examinada nem tratada. Lembro-me de ir à festa do meu segundo livro em Londres, grávida de quatro meses, com o braço direito em uma tipoia para amenizar a dor no ombro, e medicada com o único e mísero Voltaren que minha obstetra concordou em prescrever depois de  eu implorar. O restante da gravidez foi desagradável, para dizer o mínimo. Acordava com dor nas costas e ia dormir com o pescoço latejando. Frequentemente começava o dia me deitando no chão e chorando por 20 minutos. Disseram-me que a dor desapareceria depois de eu dar à luz. Não desapareceu. Na verdade, o esforço para amamentar e segurar um bebê piorou as dores e a inflamação nos ombros e no pescoço.
Busquei todos os tipos de tratamento: hipnose (funcionou por três dias), acupuntura (funcionou por três minutos), massagem profunda do tecido (funcionou durante a massagem), reflexologia (não funcionou nem durante), quiropraxia (não funcionou, apesar dos violentos sons de estalos), osteopatia (por US$ 250 ele me disse que se eu chorasse com mais frequência teria menos dores nas costas), curandeiro (concluiu que trabalhar na Vogue era a causa das dores nas costas). Houve duas visitas à sala de cirurgia para injeções de cortisona na coluna cervical. A primeira funcionou, a segunda nem tanto. Desesperada – e agora mãe de primeira viagem –, consultei um grande especialista de pescoço em Londres. Apesar da agonia pela qual estava passando, ressonâncias magnéticas mostraram que não havia nada errado com minhas costas. A única diferença entre mim e qualquer outra pessoa era que minhas costas e meu pescoço eram “muito magros”. Sendo alta como sou, o esforço de me manter em pé era demais para meus fracos músculos, e eles estavam constantemente estressados, o que causava inflamação e a interminável dor. O especialista disse que a única maneira de melhorar era fazer exercícios para fortalecer os músculos. Ele sugeriu pilates, mas avisou que deveria ser combinado com fisioterapia se quisesse realmente resolver o problema. E advertiu que o maior perigo era escrever ao computador. Sentar por longos períodos enfraquece os músculos do tronco – que deveriam manter-me em pé –, aumentando a pressão sobre os músculos das costas. Finalmente aceitei que os dias de maratonas de 12 horas em frente ao computador haviam terminado. O fisioterapeuta não estava falando nonsense.
Comecei o pilates. Em dois meses minha lombar estava muito melhor, porque a técnica fortalece os músculos abdominais com extrema rapidez. Logo fiquei viciada. Pilates não serve apenas para fortalecer, é também viciantemente relaxante e energizante. E traz um feliz subproduto: minhas pernas, braços e barriga começaram a ficar tonificados, no lugar do meu velho estilo “pele e ossos” de outrora. Dois anos depois estou bem mais forte e em geral sem dor, mas a manutenção constante é necessária. Faço duas sessões de pilates por semana, numa clínica com profissionais especializados em fisioterapia, e ando a cavalo com a mesma frequência (cavalgar é excelente para fortalecer tronco, pernas e braços).
Nunca me sento em frente ao computador por mais de 30 minutos sem levantar e alongar e contratei uma assistente que digita enquanto dito. Tudo isso custa uma fortuna, mas ainda assim é mais barato estar bem que doente.
Agora, quando olho para minhas costas no espelho, em vez de enxergar uma estrutura fraca e frágil, com ombros curvados e escápulas saindo em ângulo reto como asas de frango, vejo ombros retos e suaves, seguros por fortes músculos trapézios. Posso vestir quantos vestidos sem costas quiser, mas a melhor coisa é poder pegar minha filha de 2 anos sem pestanejar e andar pelas ruas com ela pendurada no pescoço. 

(este depoimento de Plum Sykes representa a realidade de muitas mulheres.                          procure fazer Pilates ou outra atividade física com um bom profissional.
                                            beijos, Lausi)

quinta-feira, 18 de abril de 2013


O ALONGAMENTO pode não ser prioridade, mas ele é mais do que importante para que se atinja ângulos e amplitudes adequadas em todos exercícios. 
Ele é importante também pra diversas terapias e pra determinadas posições de relaxamento e aliado a uma respiração profunda é super dessestressante.
A FORÇA portanto é muito importante também para que se consiga elevar determinados cargas (mesmo que seja o peso do próprio corpo) mas principalmente pra SUSTENTAÇÃO de terminadas posturas e posições.

O essencial é a compreensão que não há uma competição do que seja mais importante já que os dois O são. A conclusão final é que temos que ter um EQUILIBRIO entre ALONGAMENTO E FORÇA.


A aplicação disso acontece no método PILATES EVOLUÇÃO.

Adorei a aula das 09h00 de hoje, onde houve uma reflexão e uma interação bem bacana, com Patrica Oliveira, Luiza e Isabela Portela, Katia Suzin e Marcia Quadra.

Lausi